Publicado por: malubr | 19 19UTC agosto 19UTC 2011

Acompanhe a expedição do Flutuador por 500 km do rio Tietê

O flutuador, equipamento desenvolvido pela TV Globo em parceria com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) da Universidade de São Paulo (USP), volta a medir o nível de oxigênio nas águas do rio Tietê. Escoltado por Dan Robson, seu guardião, o flutuador vai percorrer mais de 500 km do Rio Tietê, de Biritiba-Mirim, na Grande São Paulo, até Barra Bonita, no interior do estado.

A expedição começa na próxima segunda-feira (22), e passará  por 30 cidades, no mesmo trecho de 2009. Na época, o flutuador registrou níveis péssimos de oxigênio em 41% do trajeto. Em 38%, os níveis foram ruins. A qualidade só ficou boa em 21% da viagem, de acordo com a medição realizada pelo SPTV. Nossa equipe estará em alguns pontos e colaborou com a construção desse trabalho jornalistico.

Confira Link : http://glo.bo/nOJZxy

Porto de Araritagua, Parque das Monções.

Final da tarde junto ao rio Tietê em Porto Feliz


Estudos para aproveitamento hidroenergético visando a implantação de PCH – Peqquenas Centrais Hidrelétricas e o projeto de ampliação da Hidrovia Tietê Paraná até o município de Salto e ações voltadas a despoluição e gestão das águas podem mudar completamente os destinos das comunidades ribeirinhas do rio Tietê no interior de São Paulo.

Nesta semana, reunião do Comitê de Bacias Hidrográficas dos Rios Sorocaba e Médio Tietê discutiu parâmetros para uma deliberação que deverá definir regras e condições para exploração dos recursos hídricos da bacia para geração de energia e navegabilidade. A Câmara Técnica de Proteção das Águas elaborou a minuta da deliberação que foi apresentada e discutida no Plenário do Comitê, em assembléia realizada no dia 10 de agosto, no Parque das Monções, em Porto Feliz.

O objetivo da Câmara Técnica de Proteção das Águas é que o Comitê de Bacias possa indicar quais os trechos de rios e sub-bacias que podem ser objeto de estudos para projetos de PCH e novas hidroelétricas e quais devem ser restritos, com o objetovo de garantir outros usos da água à população, de acordo com o Plano de Bacias Hidrograficas.

O maior problema, apontam os técnicos e especialistas, é que os projetos de PCH são análisados para fins de licenciamento ambiental de forma isolada, sem levar em consideração os Planos de Bacias Hidrográficas. Além disso, os estudos de impacto ambiental ( EIA-Rima) focam as áreas diretamente afetadas por esses empreendimentos e não avaliam os impactos globais que afertão a bacia hidrofica como um todo.

A alteração do regime hidrológico dos rios afeta todo o ecossistema e a dinamica da bacia hidrografica, ao serem represadas as águas de rios com corredeiras geralmente perdem qualidade. No caso do rio Tietê estão sendo estudadas duas PCH para os municípios de Cabreúva e Itu, na região do Médio Tietê Superior que engloba o Vale do Tietê, porção especialmente preservada pela Constituição Paulista e concentra as principais corredeiras naturais do rio, responsaveis pela oxigenação das águas. Essas corredeiras fazem o que somos incapazes de promover, ajudam a recuperar as águas poluidas do rio, contaminadas por toneladas de esgoto gerado nos municípios da Região Metropolitana de São Paulo e Bacia do Alto Tietê.

A terceira PCH está sendo estudada para o município de Porto Feliz região que também é objeto de um projeto de ampliação da Hidrovia Tietê Paraná, para tornar o rio navegável a partir do município de Salto. Atualmente o Tietê é navegavel do município de Conchas até sua foz, em Itapura, onde encontra com o rio Paraná.

Embora a população da região já tenha se organizado em manifestações, abaixo-assinados, campanhas e os prefeitos de Itu, Herculano Passos e de Salto, Geraldo Garcia neguem certidões de usos do solo para projetos de PCH nos territórios localizados em unidades de conservação e parques de seus municípios, o presidente do CBH-SMT, Vitor Lippi, prefeito de Sorocaba, se sentiu inseguro e não deixou que a deliberação fosse votada em Plenário. Várias pessoas se manifestaram favoráveis a deliberação, cidadãos de Porto Feliz, proprietários de terras das áreas que poderão vir a ser inundadas, na região da APA do Ribeirão Avecuia, também pediram apoio do CBH-SMT no sentido de que os impactos da PCH sejam análisados com base na avaliação ambiental integrada. Mesmo assim, alegando que era preciso mais tempo para analisar a questão, uma vez que esse assunto não era tema da pauta previamente convocada, a proposta de deliberação foi transferida para a proxima reunião do Comitê, a ser realizada na primeira semana de outubro.

Em 1 de setembro será realizada uma reunião com todas as câmaras técnicas do CBH-SMT, em Porto Feliz, para discutir e preparar a deliberação para a assembléia do Comitê. A Fundação SOS Mata Atlântica encaminhou oficio ao secretário de meio ambiente, Bruno Covas, pedindo que o Estado de São Paulo adote a Licença Ambiental Integrada para projetos de PCH e hidrelétricas para os rios paulistas.

Recente decisão da Justiça Federal estabeleceu que o licenciamento de PCH e Hidroelétricas no Brasil deve ser realizado com base na Avaliação Ambiental Integrada.

Em Minas Gerais licenças foram suspensas ( Fonte Portal do Tribunal de Justiça de MG)

A juíza da 2ª Vara da Fazenda Pública Estadual de Belo Horizonte, Lílian Maciel Santos, determinou liminarmente a suspensão de todos os procedimentos de licenciamento ambiental e das licenças ambientais já concedidas às Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) Quinquim, Sumidouro, Brejaúba, Monjolo, Sete Cachoeiras, Ferradura e Ouro Fino. Determinou ainda ao Estado que se abstenha de conceder e formalizar novas autorizações ou licenças ambientais no que tange àqueles empreendimentos. Na hipótese de descumprimento, fixou uma multa diária de R$ 10 mil.

Lílian Maciel explicou que a concessão da liminar foi medida necessária, tendo em vista o risco de “colapso ambiental” que pode vir a ocorrer na bacia hidrográfica. “A irreversibilidade do dano ambiental se sobrepõe ao possível prejuízo à produção energética a ser propiciada por aquelas hidrelétricas”, assinalou.

O Ministério Público (MP) relatou que a instalação das PCH’s na bacia do rio Santo Antônio faz parte de um projeto de geração de energia elétrica no Estado. A instalação delas está prevista nos municípios mineiros de Conceição do Mato Dentro, Santo Antônio do Rio Abaixo, Ferros e São Sebastião do Rio Preto. Apesar das empresas possuírem diversos processos de licenciamento ambiental em andamento perante o Estado, há exigência do Conselho de Política Ambiental (Copam) de uma avaliação prévia do impacto ambiental que pode ocorrer na região da bacia do Rio Santo Antônio.

O MP informou que foi instaurado um inquérito civil para apurar diversas omissões nesses processos de licenciamento, inclusive no que diz respeito à avaliação das proporções do impacto ambiental para a região. A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) informou, no inquérito instaurado, que estaria providenciando a avaliação ambiental dos impactos, procedimento que não foi constatado pelo MP.

O órgão ministerial esclareceu ainda que, além destes, já existem outros empreendimentos em operação na bacia do Rio Santo Antônio. Ressaltou que a análise do impacto ambiental é imprescindível, tendo em vista o “risco de dano ambiental, com a extinção de espécies de peixes e o risco à biodiversidade que não deve sobrepor-se ao interesse particular”.

A magistrada entendeu que, um “singelo” estudo do impacto ambiental não é suficiente, principalmente por se tratar de vários empreendimentos numa mesma região. “A análise isolada e pontual de um empreendimento pode não ser lesiva ao meio ambiente, porém, vários empreendimentos numa mesma localidade, no caso na bacia do Rio Santo Antônio, podem ter dimensões efetivamente catastróficas”, concluiu.

Ela frisou que é direito constitucional a preservação e defesa de um meio ambiente “ecologicamente equilibrado” e é dever do Poder Público exigir o estudo prévio do impacto ambiental, no caso de atividades “potencialmente causadoras de significativa degradação do meio ambiente”. A mesma previsão está contida na Lei nº 6.938/81, que dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente. Os empreendimentos dependerão de “prévio licenciamento de órgão estadual competente, integrante do Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em caráter supletivo, sem prejuízo de outras licenças exigíveis”.

Publicado por: malubr | 12 12UTC agosto 12UTC 2011

Chuvas de assinaturas no Senado em defesa das florestas

A Câmara dos Deputados aprovou em maio o projeto de lei (PLC 30/2011) que modifica, para pior, o Código Florestal brasileiro. Agora, cabe ao Senado Federal mudar essa realidade. Se você também é contra este projeto de lei e a favor de um bom Código Florestal, assine e divulgue a petição on line, imprima e distribua o abaixo assinado. Faça parte!

Publicado por: malubr | 10 10UTC junho 10UTC 2011

Entre rios mostra a relação da cidade de São Paulo com os rios

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Publicado por: malubr | 13 13UTC maio 13UTC 2011

Mobilização em defesa do Código Florestal

No domingo, 22 de maio, durante a sétima edição do Viva Mata, a Campanha Nacional da Coalizão “SOS Florestas: o Código Florestal em Perigo” promove ato em defesa das florestas, das áreas de preservação urbanas e rurais e da ética para com a qualidade de vida das atuais e futuras gerações. Participe conosco, reúna pessoas e ajude a mostrar para os Deputados e Senadores que as florestas e os recursos naturais são bens de todos os brasileiros.

Local: Monumento às Bandeiras ( Praça Armando de Salles Oliveira, Vila Mariana, São Paulo – SP, em frente ao lago do Parque do Ibirapuera)

Horário: 10hs
Concentração : 9h00 no Palco do Caminhão – Viva Mata – Parque do Ibirapuera – São Paulo CapitalCampanha SOS Florestas

 
Publicado por: malubr | 8 08UTC fevereiro 08UTC 2011

É muito melhor nadar contra a corrente do que navegar no barco do conformismo.

Com o tema “Fraternidade e a Vida no Planeta” a CNBB – Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil – chama a atenção da comunidade para as mudanças climáticas, efeito estufa, para a questão energética, desenvolvimento, preservação da vida, agronegócio, biodiversidade e água e, acima de tudo, para a nossa responsabilidade com essas questões.

“Estamos nos tornando omissos: ou por indiferença, ou por desculpas. Não podemos ser espectadores no teatro da história. Cabe-nos ser protagonistas e construtores da nova sociedade”, com essa mensagem a CNBB começa a propagar a Campanha da Fraternidade de 2011 e chama atenção para o compromisso dos fiéis e da Igreja com um alerta: “Se o mundo não anda como deveria jogamos a culpa nas falsas ideologias materialistas. A culpa, porém, é também nossa, já que escolhemos zarpar no barco do comodismo e da omissão”.

Ouvi essa mensagem durante a missa celebrada no último domingo, na Igreja São Luiz, em Itu, por razão do falecimento do meu pai há um ano. As plavras do jovem Padre que celebrou a missa na Igreja histórica e imponente, com palavras firmes e atuais, pareceu na verdade uma das “pegadinhas no pé” que meu pai nos dava durante o café e nossos encontros de familia aos domingos, sempre regados de bom humor, mas que chamavam atenção para as nossas responsabilidades.

 Acho que  faltava mesmo uma chamada de atenção para despertar a sociedade desse sonho falso. Para tirar o Brasil do berço explendido e nos convocar para discussões que já acreditavamos estarem superadas como essas de um projeto energético ultrapassado, de gigantescas hidroelétricas, caras e impactantes, com alto custo social e ambiental, com a retomada da corrida nuclear para submarinos e geração de energia e com o desmonte dos instrumentos de licenciamento ambiental.

Há praticamente 20 anos debatiamos a questão nuclear e nos preparavamos para levar à Eco 92, como estudo de caso, o depósito de material radioativo, contendo toneladas de Tório e Uraneo, conhecido como Lixo Atomico de Itu, e que na verdade poderia servir de combustível para reatores de submarinos, cujo projeto não saiu das bases de Aramar, na pequena cidade de Iperó, também no interior paulista.

Outra questão levada pela sociedade e que esperavamos vivenciar nesta década, pois eram compromissos da jóvem Agenda 21, era o abaixo-assinado em prol da despoluição do rio Tietê e a reivindicação do Conselho dos Indios, com o alerta feito por indios Norte Americanos. para que os povos não lutassem para demarcar terras e sim rios para as reservas.

Quem sabe, se tivessemos ouvido os alertas as reservas do Xingu não estivessem ameaçadas por Belo Monte e nós brasileiros não estivessemos celebrando o ano de 2010 como o melhor dos ultimos tempos em relação ao consumo. Essas palavras que ecoam no tempo valem como tapas de pelica e podem nos tirar do país da fantasia para que possamos somar esforços na defesa da gestão integrada da água e das florestas, da nossa legislação ambiental e da manutenção da vida.

A Campanha da Fraternidade terá início em 9 de março, quarta-feira de Cinzas, mas desde o início do ano os cristãos já estão sendo mobilizados. E, eu que não frequento Missas, fico devendo mais essa para meu pai e filhos, mas com a certeza de que é muito melhor nadar contra a corrente do que navegar no barco do conformismo.

Publicado por: malubr | 27 27UTC janeiro 27UTC 2011

Água do mar e rios poluídos causam infecções

Algumas pessoas que estiveram na Baixada Santista durante o feriado prolongado do aniversário de São Paulo enfrentaram transito, congestionamentos, disputas por espaço na areia tomada por guarda-sóis e milhares de turistas, para desfrutar de um refrescante banho de mar. E, o pior é que acabaram adquirindo infecções perigosas.

O contato com a água contaminada por esgotos expõem as pessoas a um grande numero de bactérias que estão ficando mais resistentes aos medicamentos convencionais. Os resultados são muito perigosos e acabaram resultando em internações hospitalares nesta semana em São Paulo.

A universitária Naiara Taborda conta que precisou ser internada na última quarta-feira, 26/01 e deverá permanecer hospitalizada até que a infecção que adquiriu responda aos medicamentos e antibióticos que está tomando. Os médicos não souberam diagnosticar o problema que causou febre alta, inchaço e bolhas nas mãos, braços e pernas, seguidos de dor forte e a perda de movimentos na mão direita.

“O pior foi que não havia vagas, os hospitais estavam lotados e permaneci no ambulatório do hospital Santa Isabel, sendo medicada em uma cadeira das 16h até as 4h da manhã, quando vagou um leito no hospital Nossa Senhora de Lourdes e pude ser transferida”, conta Naiara. O mais preocupante, segundo ela, é que os médicos não souberam dizer como o que parecia ser uma queimadura de sol evoluiu tão rápida e agressivamente para um quadro de infecção forte.

O melhor é evitar praias e rios de regiões turísticas que recebem milhares de pessoas em dias de feriados prolongados que fazem com essas cidades tenham o seu numero de habitantes triplicado, sem infra-estrutura de saneamento capaz para atender a tanta demanda.

Publicado por: malubr | 27 27UTC janeiro 27UTC 2011

Vamos ajudar o Xingu

Publicado por: malubr | 27 27UTC janeiro 27UTC 2011

De olho no Congresso

campanhas mobilizam cidadãos

Sabemos que é dificil acompanhar o dia a dia do Congresso e dos nossos Governantes, principalmente diante de tantas notícias vergonhosas, como as do aumento dado aos políticos por eles mesmos no final de 2010 e as aposentadorias de governadores em total desrespeito à Constituição do Brasil. Mas, precisamos ficar de olho e atentos às movimentações e articulações do Congresso, mobilizar e alertar a sociedade e aumentar a pressão pública contra as alterações pretendidas para o Código Florestal.

As redes sociais, o ativismo por meio da Internet, a imprensa, o Ministério Público e a OAB são nossas esperanças para evitar o aumento de tragédias anunciadas e esgotamento dos recursos naturais, da biodiversidade, de comunidades e do futuro. Ajude, participe, divulgue. 

Publicado por: malubr | 1 01UTC dezembro 01UTC 2010

Comissão de Meio Ambiente aprova REDD e Pagamento Por Serviços Ambientais

A Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira, 01/12, duas propostas que trazem benefícios para quem preserva os recursos naturais.

A mais polêmica (PL 5586/09) regulamenta o mecanismo de Redução Certificada de Emissões do Desmatamento e Degradação, conhecida como REDD, na sigla em inglês e a cria a Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais (PL 792/07 e apensados).

A primeira versão do relatório que tratou da regulamentação do REDD para o Brasil foi apresentada pela deputada Rebecca Garcia, do PP do Amazonas, há quatro meses e vinha sendo negociado com governo, ambientalistas e ruralistas. De acordo com a proposta, a redução de emissões de gases estufa provenientes da degradação florestal e do desmatamento poderá ser compensada financeiramente a partir de negociação de créditos no mercado de carbono.

O projeto prevê que União, Estados e Municípios, assim como terras indígenas, territórios quilombolas e propriedades privadas, poderão ser beneficiados com o mecanismo. A regulamentação do REDD no Brasil está em sintonia com as discussões internacionais sobre a questão, como a Conferência da ONU sobre Clima, que está ocorrendo em Cancún, no México, de hoje até o próximo dia 10 de dezembro. Para a deputada Rebecca Garcia, a aprovação desse projeto de lei abre um leque de possibilidades ao país e aos que conservam.

“Nós entendemos também que o REDD não é apenas uma questão ambiental. É um discurso econômico, é a possibilidade de se criar um modelo econômico para uma região que não tem um modelo econômico de desenvolvimento sustentável.”, afirma a relatora.

Para votação foi preciso um acordo que ocorreu após a relatora atender solitação do PT, que pedia que a inclusão das áreas de reserva legal e proteção permanente em propriedades privadas no mecanismo de REDD fosse regulamentada somente após o texto virar lei. A manutenção da reserva legal e das áreas de proteção permanente já é exigida pelo Código Florestal.

O deputado Paulo Teixeira, do PT de São Paulo, explica por que o partido defendia a alteração: “Os proprietários têm entendido que a preservação é uma limitação a sua propriedade, uma intervenção do Estado, e têm requerido indenizações no Supremo Tribunal Federal. (…) Na medida em que a gente remeteu ao regulamento, nós estamos fazendo com que o governo federal, ao regulamentar, contorne a possibilidade de reforçar o pedido de indenização por parte de alguns proprietários.”

Sem polêmicas, a Comissão de Meio Ambiente aprovou a criação da Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais, que permite a remuneração de pessoas físicas ou jurídicas e de grupos familiares ou comunitários que mantêm, recuperam ou melhoram as condições ambientais de ecossistemas.

O presidente da comissão, o deputado Jorge Khoury, do DEM da Bahia, relator da proposta da Politica Nacional de Pagaemnto Por Serviços Ambientais destacou a importância da aprovação dos projetos.

“São dois projetos que se somam e que mostram à comunidade internacional que o país está na vanguarda. Um dado importante é que estamos votando a favor desses projetos ambientalistas e ruralistas, deputados do governo e da oposição, numa demonstração da maturidade que nosso Parlamento está encontrando para construir uma legislação voltada para o desenvolvimento sustentável de maneira bastante segura.”

O projeto que regulamenta o REDD no Brasil e o que permite o Pagamento Por Serviços Ambientais seguem agora para análise da Comissão de Finanças e Tributação e, em seguida, da Comissão de Constituição e Justiça.

Fonte: Agência Câmara

Ana Raquel Macedo, de Brasilia – DF

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