Publicado por: malubr | 27 de julho de 2012

Plataforma Ambiental aos Municípios

Plataforma Ambiental 2012   A Fundação SOS Mata Atlântica, em parceria com a Frente Parlamentar Ambientalista e a Associação Nacional de Órgãos Municipais de Meio Ambiente (ANAMMA), acaba de lançar a Plataforma Ambiental para o Brasil. O documento foi produzido com o objetivo de apresentar os principais pontos da agenda socioambiental do país, com os quais os candidatos a Prefeitos e Vereadores deverão se comprometer. A plataforma funciona como um instrumento de apoio ao eleitor, contribuindo no momento da escolha de seu candidato e na hora de cobrar resultados. Além disso, ela serve também para os próprios políticos, que poderão utilizá-la e incorporar os temas em seu Plano de Governo.

 A plataforma apresenta contribuições que podem ser incorporadas aos 3.222 municípios brasileiros que possuem, em seus territórios, o bioma Mata Atlântica. O intuito é mobilizar os eleitores, incentivando-os a entregar o documento aos seus candidatos – pessoalmente, por e-mail ou correio – e pedir seu comprometimento público.  “Esta é a plataforma da cidadania, o compromisso que o cidadão apresenta ao seu candidato. Com ela, damos continuidade ao processo de formação política com foco nas questões ambientais, como já temos feito, há alguns anos, com a Frente Parlamentar Ambientalista”, destaca Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da SOS Mata Atlântica.

As propostas têm como base cinco eixos: desenvolvimento sustentável, clima, educação, saúde e saneamento básico. Dentro deles, apresenta sugestões e obrigações a serem seguidas, como implantar a Política Municipal de Meio Ambiente e o Sistema Municipal de Informações sobre Meio Ambiente; executar, em seu território, as políticas estadual e nacional; fornecer os dados para os sistemas de informações dos demais entes; aplicar os dispositivos do Estatuto da Cidade; elaborar o Plano Diretor, respeitando os zoneamentos ambientais; e elaborar o Plano Municipal da Mata Atlântica, que tem a meta de criar novas unidades de conservação, formar corredores ecológicos, identificar as áreas de preservação permanente e outras de interesse ambiental.

Todos nós temos compromisso com o voto, pois a população também tem parcela de responsabilidade sobre o que acontece na política. Não  se deixar levar por celebridades que acabam sendo usadas por partidos políticos para puxar votos, a exemplo do que assistimos com o Código Florestal. Está em nossas mãos reverter o retrocesso e eleger pessoas que tenham interesse em fazer a diferença. Reclamamos dos políticos, como se não fossemos nós quem os tivesse elegido. Infelizmente, esta é a consequência de um voto sem compromisso.  Vamos mudar esse jogo.

Publicado por: malubr | 26 de julho de 2012

Barragem do Pirai

A escassez de água nas regiões metropolitanas de São Paulo, Campinas, Piracicaba e Jundiaí, demanda esforços e arranjos institucionais cada vez mais eficientes e que sejam capazes de promover soluções integradas e efetivas para atender às demandas atuais e futuras por água, sem comprometer a qualidade de vida das populações e o ambiente.

Apesar do Sistema de Gerenciamento de Recursos Hídricos que instituiu os Comitês de Bacias Hidrográficas, no inicio da década de 90 no estado de São Paulo, com o objetivo de proporcionar condições e instrumentos para minimizar conflitos e viabilizar a gestão integrada da água,  por décadas a disputa pelo direito de uso dos recursos hídricos foi objeto de campanhas politicas, de promessas de candidatos e representantes de cargos eletivos dos municípios e do Legislativo estadual, e alvo de acirradas disputas.

O fortalecimento institucional dos organismos de bacias e o reconhecimento do papel dos consórcios e comitês de bacias para propor e executar projetos integrados de saneamento básico, transporte e gestão de microbacias, concentrar esforços e otimizar recursos, parece ser o melhor modelo para atender aos anseios e as necessidades da sociedade, no que se refere ao acesso à água de qualidade e em quantidade.

A viabilidade ambiental do projeto da barragem de reservação hídrica do rio Pirai, projetada pelo Consorcio Intermunicipal desse rio e que reúne os municípios de Salto, Indaiatuba, Itu e Cabreuva, foi discutida em audiência publica, promovida pelo Conselho Estadual de Meio Ambiente de São Paulo (Consema) na tarde de ontem, 25/07, na cidade de Salto. A audiência pública faz parte do processo de licenciamento do empreendimento.

A relevância do projeto ficou evidenciada não em virtude da necessidade de garantir o acesso a água às populações das quatro cidades, nem por questões técnicas e ambientais, ou específicas do projeto, mas, principalmente por ser uma solução integrada e que reuniu quatro municípios, de forma suprapartidária, com respaldo institucional e legal.

A poluição dos rios Jundiaí, Piracicaba, Capivari e Tietê e escassez de água na região, estimularam a formação de consórcios intermunicipais voltados a despoluição dos maiores rios dessas sub-bacias do Tietê, desde o início dos anos 80. Mas, para abastecimento publico essa é a primeira iniciativa integrada que teve êxito.

Há mais de vinte anos, as cidades de Itu, Salto e Indaiatuba disputavam a água do rio Pirai e se voltavam contra o município de Cabreuva, localizado na região de cabeceira do rio, apontando-o como vilão que ameaça o manancial com o lançamento de efluentes e ocupação desordenada do solo, apesar de todo seu  território ser declarado área de proteção ambiental estadual.

Somente nos últimos oito anos é que o Consorcio Intermunicipal do Pirai conseguiu estabelecer como meta a consolidação de projetos integrados. Segundo os prefeitos de Salto, Geraldo Garcia, e de Itu, Herculano Passos que presidiram o Consorcio alternadamente, a atuação conjunta  dos municípios resultou na captação de recursos para elaboração de um projeto técnico dotado de viabilidade socioambiental, de capacidade de execução e gestão, além de estar integrado a uma visão estratégica de planejamento da bacia hidrográfica, que esta contida na zona de conservação hídrica da APA Estadual Cabreuva, Cajamar, Jundiaí , além dos planos diretores municipais das cidades de Salto e Itu como área de preservação que mantem zoneamento rural.

O zoneamento ambiental para a bacia do Pirai, que deverá seguir diretrizes do Plano de Manejo da APA estadual é fundamental para garantir o aproveitamento futuro e a qualidade da água dos rios, córregos, das nascentes e do pretendido reservatório de abastecimento público dessas cidades.

OS IMPACTOS E ALTERNATIVAS

O EIA/Rima indicou três áreas para a implantação da barragem e apontou a solução de menor impacto ambiental e melhor aproveitamento hídrico. O lago do reservatório deverá inundar uma área de 151,50 ha e deverá receber uma nova área de preservação permanente (APP) de 148,30 ha. Para isso, deverão ser desmatados 57 hectares de matas ciliares, abrangendo as áreas destinadas à formação do lago do reservatório e da barragem.

As compensações ambientais indicadas focaram a restauração das áreas de preservação permanente, com cem metros no entorno do manancial, o controle e monitoramento da qualidade da água, melhoria no estudo e levantamento de fauna, para a fase de implantação que deverá levar 18 meses, além de projetos de educação ambiental, fiscalização e conservação. Como impacto positivo, o projeto reforça a vocação de zona de conservação hídrica da APA estadual e a manutenção das características rurais para o uso do solo nos planos diretores municipais.

O representante do Ministério Público da Comarca de Itu, Promotor Amauri Arfelli, apresentou preocupação especial com as atividades minerárias, de exploração de granito para paralelepípedos e blocos, que ocorrem na porção média da bacia e que, nos últimos anos resultou na formação de núcleos habitacionais irregulares, especialmente na região do bairro Pedregulho, em Itu.

De acordo com levantamento do MP as ocupações e moradias nesse núcleo habitacional  do bairro Pedregulho foram  estimuladas com participação de autoridades do município de Cabreuva, que proporcionaram condições de fixação dessas pessoas no território da cidade vizinha. Para o MP, que ouviu os moradores desse núcleo habitacional em procedimento instaurado na Promotoria Publica por conta do impacto ambiental, geológico e paisagístico decorrente da atividade minerária irregular, o Consorcio tem condições de promover a realocação dessas famílias para projetos habitacionais, em cada uma de suas cidades, uma vez que a maior parte dessas pessoas não vive mais da mineração e trabalha nas cidades da região. Esse componente social está diretamente ligado a qualidade da água do manancial, reforçou o MP e não faz parte das medidas de compensação e mitigação apresentadas durante a audiência pública..

Um dos impactos negativos que merece atenção especial esta relacionado ao patrimônio histórico e arquitetônico da região, pois, de acordo com o projeto, o lago do reservatório afetará, dentre sete propriedades, o imóvel sede da Fazenda Pirahy, um casarão construído no século XVIII, em 1792. O casarão recebeu algumas reformas, ao longo dos séculos que o tornaram assobradado e foi restaurado pelos atuais proprietários que conservaram as suas características  arquitetônicas, culturais e históricas. Nessa casa, nasceu Bento Dias de Almeida Prado, o Barão de Itaim, no ano de 1821. Apesar da relevância para a história da região o imóvel  não foi tombado, o que dificulta a indicação de restrições a sua remoção em virtude do projeto.

Além desse casarão que merece ser preservado, ou reconstruído fora da área de preservação do reservatório, as propriedades afetadas diretamente e que deverão ter terras inundadas não têm reservas legais averbadas, o que faz com que cumpram muito pouco da função social da propriedade, estando limitadas a usos unicamente privados e atividades econômicas pontuais.

Representantes dos proprietários dos imóveis afetados pela barragem apresentaram questionamentos técnicos e chegaram a propor aproveitamento de outros mananciais para evitar as desapropriações. Os valores e condições referentes às indenizações deverão ser negociados com a Caixa Econômica Federal, segundo os técnicos do EIA/Rima e representantes do Consórcio do Pirai.

Um representante da associação de proprietários do bairro Pedregulho e que desenvolve projetos sociais na região defendeu a permanência de moradores da comunidade Menino Jesus das Pedras, cuja remoção foi proposta pelo MP e a preservação do Casarão da Fazenda Pirahy  por sua importância histórica.

Para a SOS Mata Atlântica que desenvolve o projeto Agua das Florestas, em parceria com o Instituto Coca-Cola Brasil e proprietários de terras, na bacia do Pirai e já promoveu a restauração de 70 hectares de mata nativa em áreas de APP, a qualidade da água do futuro reservatório depende do compromisso dos municípios com os Planos Diretores, com a implantação dos Planos Municipais da Mata Atlântica e com o Plano de Manejo da APA que deve reforçar a vocação da bacia como área de manancial e conservação hidrica.

O projeto, apresentado pelo Consórcio, reforça a grande oportunidade para promovermos a restauração de corredores florestais, por meio das APP, conectando os remanescentes das Serras do Japi, Guaxatuba e o vale do Pirai, bem como para conter o lançamento de efluentes sem tratamento de esgoto que acontece em locais pontuais na bacia. No monitoramento da qualidade da água que realizamos em 25 pontos de coleta de água na bacia, há três anos, temos mostrado que a bacia deve ser preservada e quais são as principais fontes de poluição”, destacou Malu Ribeiro, da Rede das Águas da SOS Mata Atlântica.

As cidades de Itu, Indaiatuba, Salto e Jundiaí têm serviços autônomos de água e esgoto, em Cabreúva, município que recebeu as maiores criticas dos cidadãos e autoridades que se manifestaram durante a discussão do projeto, a responsável é a SABESP.  Uma cidadã denunciou a implantação de um cemitério na região de cabeceira da bacia do Pirai e exigiu providencias da secretaria municipal de meio ambiente de Cabreúva e do Consema.

 

Publicado por: malubr | 4 de maio de 2012

Diga Não!

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) divulgam documento onde alertam a sociedade, o Parlamento e o Governo brasileiro para as consequências do projeto de lei que altera o Código Florestal, de acordo com a nova versão aprovada na Câmara dos Deputados.

Além de reforçar os alertas e o teor de documentos apresentados durante a tramitação do projeto no ano passado, o novo posicionamento da SBPC e da ABC resguarda o setor e afirma que o texto que se encontra em fase final de tramitação na Câmara dos Deputados não conta com o aval da ciência.

O documento destaca que todas as áreas de preservação permanent (APP) nas margens de cursos d’água e nascentes devem ser preservadas e, quando degradadas, devem ter sua vegetação integralmente restaurada. A área das APPs, que deve ser obrigatoriamente recuperada, foi reduzida em 50% no texto atual que saiu do Senado para a Câmara dos Deputados. As APPs de margens de cursos d’água devem continuar a ser demarcadas, como foram até hoje, a partir do nível mais alto da cheia do rio. A substituição do leito maior do rio pelo leito regular para a definição das APPs torna vulneráveis amplas áreas úmidas em todo o país, particularmente, na Amazônia e no Pantanal. Essas áreas são importantes provedoras de serviços ecossistêmicos, principalmente, a proteção de nossos recursoshídricos e por isso, objeto de tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário, como a Convenção de Ramsar (Convenção sobre Zonas Úmidas de Importância Internacional).

Entenda o que muda. Fonte: G1O texto do Código Florestal aprovado na última quarta-feira, 25, na Câmara dos Deputados, representa um enorme retrocesso a Legislação Ambiental brasileira, fere dispositivos Constitucionais e  coloca cidadãos de áreas urbanas e rurais em posição de conflito de interesses.  A votação representa também o desrespeito à comunidade científica, à instituições técnicas e juridicas e a posição do Senado e do Governo da presidente Dilma Rousseff.

O Código Florestal não trata apenas das áreas rurais e das florestas nativas do Brasil, trata do uso do solo e da gestão das propriedades em áreas urbanas, rurais e costeiras e, portanto, afeta a vida de todos os brasileiros.  As mudanças aprovadas diminuirão as áreas de preservação permanente das margens de rios e entornos de nascentes e mananciais afetando a qualidade e a quantidade de água disponível para abastecimento público, produção de alimentos e atividades economicas e de lazer. Diga não a esse retrocesso.

Escreva, telefone, mande um e-mail, mobilize pessoas em redes sociais e no seu bairro, faça como achar melhor, mas não deixe de pedir o veto à Presidente da Republica.  #VETATUDODILMA.

#FLORESTAFAZADIFERENCA e você também pode fazer a diferença.

PRESIDENTE DILMA ROUSSEFF

Telefone: 61. 3411-1200 / 3411-1201

E-mail: gabinetepessoal@presidencia.gov.br

Endereço: Palácio do Planalto, 3º Andar

Brasília DF

CEP: 70.150-900

MINISTRO DE ESTADO

Gilberto Carvalho (PT/SP)

Telefone: 61. 3411-1226/3411-1227

E-mail: sg@planalto.gov.br

MINISTRA DE ESTADO

Gleisi Helena Hoffmann

Telefone: 61. 3411-1573/ 3411-1935

E-mail: casacivil@presidencia.gov.br

Publicado por: malubr | 19 de agosto de 2011

Acompanhe a expedição do Flutuador por 500 km do rio Tietê

O flutuador, equipamento desenvolvido pela TV Globo em parceria com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) da Universidade de São Paulo (USP), volta a medir o nível de oxigênio nas águas do rio Tietê. Escoltado por Dan Robson, seu guardião, o flutuador vai percorrer mais de 500 km do Rio Tietê, de Biritiba-Mirim, na Grande São Paulo, até Barra Bonita, no interior do estado.

A expedição começa na próxima segunda-feira (22), e passará  por 30 cidades, no mesmo trecho de 2009. Na época, o flutuador registrou níveis péssimos de oxigênio em 41% do trajeto. Em 38%, os níveis foram ruins. A qualidade só ficou boa em 21% da viagem, de acordo com a medição realizada pelo SPTV. Nossa equipe estará em alguns pontos e colaborou com a construção desse trabalho jornalistico.

Confira Link : http://glo.bo/nOJZxy

Porto de Araritagua, Parque das Monções.

Final da tarde junto ao rio Tietê em Porto Feliz


Estudos para aproveitamento hidroenergético visando a implantação de PCH – Peqquenas Centrais Hidrelétricas e o projeto de ampliação da Hidrovia Tietê Paraná até o município de Salto e ações voltadas a despoluição e gestão das águas podem mudar completamente os destinos das comunidades ribeirinhas do rio Tietê no interior de São Paulo.

Nesta semana, reunião do Comitê de Bacias Hidrográficas dos Rios Sorocaba e Médio Tietê discutiu parâmetros para uma deliberação que deverá definir regras e condições para exploração dos recursos hídricos da bacia para geração de energia e navegabilidade. A Câmara Técnica de Proteção das Águas elaborou a minuta da deliberação que foi apresentada e discutida no Plenário do Comitê, em assembléia realizada no dia 10 de agosto, no Parque das Monções, em Porto Feliz.

O objetivo da Câmara Técnica de Proteção das Águas é que o Comitê de Bacias possa indicar quais os trechos de rios e sub-bacias que podem ser objeto de estudos para projetos de PCH e novas hidroelétricas e quais devem ser restritos, com o objetovo de garantir outros usos da água à população, de acordo com o Plano de Bacias Hidrograficas.

O maior problema, apontam os técnicos e especialistas, é que os projetos de PCH são análisados para fins de licenciamento ambiental de forma isolada, sem levar em consideração os Planos de Bacias Hidrográficas. Além disso, os estudos de impacto ambiental ( EIA-Rima) focam as áreas diretamente afetadas por esses empreendimentos e não avaliam os impactos globais que afertão a bacia hidrofica como um todo.

A alteração do regime hidrológico dos rios afeta todo o ecossistema e a dinamica da bacia hidrografica, ao serem represadas as águas de rios com corredeiras geralmente perdem qualidade. No caso do rio Tietê estão sendo estudadas duas PCH para os municípios de Cabreúva e Itu, na região do Médio Tietê Superior que engloba o Vale do Tietê, porção especialmente preservada pela Constituição Paulista e concentra as principais corredeiras naturais do rio, responsaveis pela oxigenação das águas. Essas corredeiras fazem o que somos incapazes de promover, ajudam a recuperar as águas poluidas do rio, contaminadas por toneladas de esgoto gerado nos municípios da Região Metropolitana de São Paulo e Bacia do Alto Tietê.

A terceira PCH está sendo estudada para o município de Porto Feliz região que também é objeto de um projeto de ampliação da Hidrovia Tietê Paraná, para tornar o rio navegável a partir do município de Salto. Atualmente o Tietê é navegavel do município de Conchas até sua foz, em Itapura, onde encontra com o rio Paraná.

Embora a população da região já tenha se organizado em manifestações, abaixo-assinados, campanhas e os prefeitos de Itu, Herculano Passos e de Salto, Geraldo Garcia neguem certidões de usos do solo para projetos de PCH nos territórios localizados em unidades de conservação e parques de seus municípios, o presidente do CBH-SMT, Vitor Lippi, prefeito de Sorocaba, se sentiu inseguro e não deixou que a deliberação fosse votada em Plenário. Várias pessoas se manifestaram favoráveis a deliberação, cidadãos de Porto Feliz, proprietários de terras das áreas que poderão vir a ser inundadas, na região da APA do Ribeirão Avecuia, também pediram apoio do CBH-SMT no sentido de que os impactos da PCH sejam análisados com base na avaliação ambiental integrada. Mesmo assim, alegando que era preciso mais tempo para analisar a questão, uma vez que esse assunto não era tema da pauta previamente convocada, a proposta de deliberação foi transferida para a proxima reunião do Comitê, a ser realizada na primeira semana de outubro.

Em 1 de setembro será realizada uma reunião com todas as câmaras técnicas do CBH-SMT, em Porto Feliz, para discutir e preparar a deliberação para a assembléia do Comitê. A Fundação SOS Mata Atlântica encaminhou oficio ao secretário de meio ambiente, Bruno Covas, pedindo que o Estado de São Paulo adote a Licença Ambiental Integrada para projetos de PCH e hidrelétricas para os rios paulistas.

Recente decisão da Justiça Federal estabeleceu que o licenciamento de PCH e Hidroelétricas no Brasil deve ser realizado com base na Avaliação Ambiental Integrada.

Em Minas Gerais licenças foram suspensas ( Fonte Portal do Tribunal de Justiça de MG)

A juíza da 2ª Vara da Fazenda Pública Estadual de Belo Horizonte, Lílian Maciel Santos, determinou liminarmente a suspensão de todos os procedimentos de licenciamento ambiental e das licenças ambientais já concedidas às Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) Quinquim, Sumidouro, Brejaúba, Monjolo, Sete Cachoeiras, Ferradura e Ouro Fino. Determinou ainda ao Estado que se abstenha de conceder e formalizar novas autorizações ou licenças ambientais no que tange àqueles empreendimentos. Na hipótese de descumprimento, fixou uma multa diária de R$ 10 mil.

Lílian Maciel explicou que a concessão da liminar foi medida necessária, tendo em vista o risco de “colapso ambiental” que pode vir a ocorrer na bacia hidrográfica. “A irreversibilidade do dano ambiental se sobrepõe ao possível prejuízo à produção energética a ser propiciada por aquelas hidrelétricas”, assinalou.

O Ministério Público (MP) relatou que a instalação das PCH’s na bacia do rio Santo Antônio faz parte de um projeto de geração de energia elétrica no Estado. A instalação delas está prevista nos municípios mineiros de Conceição do Mato Dentro, Santo Antônio do Rio Abaixo, Ferros e São Sebastião do Rio Preto. Apesar das empresas possuírem diversos processos de licenciamento ambiental em andamento perante o Estado, há exigência do Conselho de Política Ambiental (Copam) de uma avaliação prévia do impacto ambiental que pode ocorrer na região da bacia do Rio Santo Antônio.

O MP informou que foi instaurado um inquérito civil para apurar diversas omissões nesses processos de licenciamento, inclusive no que diz respeito à avaliação das proporções do impacto ambiental para a região. A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) informou, no inquérito instaurado, que estaria providenciando a avaliação ambiental dos impactos, procedimento que não foi constatado pelo MP.

O órgão ministerial esclareceu ainda que, além destes, já existem outros empreendimentos em operação na bacia do Rio Santo Antônio. Ressaltou que a análise do impacto ambiental é imprescindível, tendo em vista o “risco de dano ambiental, com a extinção de espécies de peixes e o risco à biodiversidade que não deve sobrepor-se ao interesse particular”.

A magistrada entendeu que, um “singelo” estudo do impacto ambiental não é suficiente, principalmente por se tratar de vários empreendimentos numa mesma região. “A análise isolada e pontual de um empreendimento pode não ser lesiva ao meio ambiente, porém, vários empreendimentos numa mesma localidade, no caso na bacia do Rio Santo Antônio, podem ter dimensões efetivamente catastróficas”, concluiu.

Ela frisou que é direito constitucional a preservação e defesa de um meio ambiente “ecologicamente equilibrado” e é dever do Poder Público exigir o estudo prévio do impacto ambiental, no caso de atividades “potencialmente causadoras de significativa degradação do meio ambiente”. A mesma previsão está contida na Lei nº 6.938/81, que dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente. Os empreendimentos dependerão de “prévio licenciamento de órgão estadual competente, integrante do Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em caráter supletivo, sem prejuízo de outras licenças exigíveis”.

Publicado por: malubr | 12 de agosto de 2011

Chuvas de assinaturas no Senado em defesa das florestas

A Câmara dos Deputados aprovou em maio o projeto de lei (PLC 30/2011) que modifica, para pior, o Código Florestal brasileiro. Agora, cabe ao Senado Federal mudar essa realidade. Se você também é contra este projeto de lei e a favor de um bom Código Florestal, assine e divulgue a petição on line, imprima e distribua o abaixo assinado. Faça parte!

Publicado por: malubr | 10 de junho de 2011

Entre rios mostra a relação da cidade de São Paulo com os rios

http://www.4shared.com/embed/636668862/604a4203

Publicado por: malubr | 13 de maio de 2011

Mobilização em defesa do Código Florestal

No domingo, 22 de maio, durante a sétima edição do Viva Mata, a Campanha Nacional da Coalizão “SOS Florestas: o Código Florestal em Perigo” promove ato em defesa das florestas, das áreas de preservação urbanas e rurais e da ética para com a qualidade de vida das atuais e futuras gerações. Participe conosco, reúna pessoas e ajude a mostrar para os Deputados e Senadores que as florestas e os recursos naturais são bens de todos os brasileiros.

Local: Monumento às Bandeiras ( Praça Armando de Salles Oliveira, Vila Mariana, São Paulo – SP, em frente ao lago do Parque do Ibirapuera)

Horário: 10hs
Concentração : 9h00 no Palco do Caminhão – Viva Mata – Parque do Ibirapuera – São Paulo CapitalCampanha SOS Florestas

 

Com o tema “Fraternidade e a Vida no Planeta” a CNBB – Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil – chama a atenção da comunidade para as mudanças climáticas, efeito estufa, para a questão energética, desenvolvimento, preservação da vida, agronegócio, biodiversidade e água e, acima de tudo, para a nossa responsabilidade com essas questões.

“Estamos nos tornando omissos: ou por indiferença, ou por desculpas. Não podemos ser espectadores no teatro da história. Cabe-nos ser protagonistas e construtores da nova sociedade”, com essa mensagem a CNBB começa a propagar a Campanha da Fraternidade de 2011 e chama atenção para o compromisso dos fiéis e da Igreja com um alerta: “Se o mundo não anda como deveria jogamos a culpa nas falsas ideologias materialistas. A culpa, porém, é também nossa, já que escolhemos zarpar no barco do comodismo e da omissão”.

Ouvi essa mensagem durante a missa celebrada no último domingo, na Igreja São Luiz, em Itu, por razão do falecimento do meu pai há um ano. As plavras do jovem Padre que celebrou a missa na Igreja histórica e imponente, com palavras firmes e atuais, pareceu na verdade uma das “pegadinhas no pé” que meu pai nos dava durante o café e nossos encontros de familia aos domingos, sempre regados de bom humor, mas que chamavam atenção para as nossas responsabilidades.

 Acho que  faltava mesmo uma chamada de atenção para despertar a sociedade desse sonho falso. Para tirar o Brasil do berço explendido e nos convocar para discussões que já acreditavamos estarem superadas como essas de um projeto energético ultrapassado, de gigantescas hidroelétricas, caras e impactantes, com alto custo social e ambiental, com a retomada da corrida nuclear para submarinos e geração de energia e com o desmonte dos instrumentos de licenciamento ambiental.

Há praticamente 20 anos debatiamos a questão nuclear e nos preparavamos para levar à Eco 92, como estudo de caso, o depósito de material radioativo, contendo toneladas de Tório e Uraneo, conhecido como Lixo Atomico de Itu, e que na verdade poderia servir de combustível para reatores de submarinos, cujo projeto não saiu das bases de Aramar, na pequena cidade de Iperó, também no interior paulista.

Outra questão levada pela sociedade e que esperavamos vivenciar nesta década, pois eram compromissos da jóvem Agenda 21, era o abaixo-assinado em prol da despoluição do rio Tietê e a reivindicação do Conselho dos Indios, com o alerta feito por indios Norte Americanos. para que os povos não lutassem para demarcar terras e sim rios para as reservas.

Quem sabe, se tivessemos ouvido os alertas as reservas do Xingu não estivessem ameaçadas por Belo Monte e nós brasileiros não estivessemos celebrando o ano de 2010 como o melhor dos ultimos tempos em relação ao consumo. Essas palavras que ecoam no tempo valem como tapas de pelica e podem nos tirar do país da fantasia para que possamos somar esforços na defesa da gestão integrada da água e das florestas, da nossa legislação ambiental e da manutenção da vida.

A Campanha da Fraternidade terá início em 9 de março, quarta-feira de Cinzas, mas desde o início do ano os cristãos já estão sendo mobilizados. E, eu que não frequento Missas, fico devendo mais essa para meu pai e filhos, mas com a certeza de que é muito melhor nadar contra a corrente do que navegar no barco do conformismo.

« Newer Posts - Older Posts »

Categorias

%d blogueiros gostam disto: